sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Crônica: Quando o mundo parou.

Quando eu era criança, tinha uma imagem totalmente diferente do mundo. Acreditava cegamente que não havia maldade, e mesmo prestando atenção nos conselhos e alertas dados por minha mãe, pensava que uma pessoa seria incapaz de ferir a outra.
Meu olhar, e acredito que de muitos outros, mudou a partir do dia 11 de Setembro de 2001, quando aconteceram os Ataques Terroristas as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Tantas mortes, tanta crueldade, atos impensados ... o mundo parou, e eu só me perguntava onde estava a compaixão das pessoas.
Os anos se passaram, e a cada dia eram mais comuns as demonstrações públicas de violência no Brasil e no mundo.
A maioria da população se diz preocupada com o futuro do planeta, porém, acho improvável que todos pensem realmente em como será o mundo daqui a alguns anos, caso a violência continue dessa forma.
Nossos herdeiros viverão em um lugar onde não há respeito pela vida, e embora aconteçam inúmeras manifestações contra essa realidade, ainda há muito descaso e a criminalidade está cada vez mais em evidência.
Assim como eu cresci vivenciando cenas iguais, ou até piores. Porém, se houver conscientização acerca dos malefícios deixados para o futuro não teremos um mundo com pessoas desiludidas e enfim haverá paz.
Da mesma forma com que eu cresci acreditando na mudança, outras pessoas crescerão e farão o mundo parar, mas dessa vez será para ver não uma desgraça, mas sim a revolução e a transformação que causamos.


Crônica: São Paulo parou ...

Hoje acordei atrasada, como sempre. Peguei o ônibus até o metrô, torcendo para que ele fosse bem rápido e não ficasse parando ... parando ... “ Estamos aguardando a movimentação do trem à frente”. Peguei o metrô sem saber o que me esperava.
Quando começou a parar na Estação Arthur Alvim já percebi que havia algo de errado, porém só tive certeza quando parou na Estação Patriarca.
Qual a causa desse transtorno? Uma blusa impediu o fechamento da porta de uma das composições da linha? Um usuário acionou o botão de emergência de um dos trens, causando a abertura das portas? Problemas técnicos? Um usuário caiu nos trilhos? Uma conspiração? Jogada política? Ataque terrorista? Cadê as respostas dessas perguntas?
Fiquei tanto tempo presa, desesperada pra sair daquele lugar. Já estava atrasada e quando menos esperava as portas se abriram. Estava perto da estação resolvi caminhar sobre a via até chegar à plataforma, tive a mesma ideia que a maioria das pessoas: pegar o ônibus PQ Dom Pedro I. Porém, nenhum deles parou. Todos estavam lotados, passando direto no ponto. Em meio ao desespero, resolvi voltar até Itaquera e pegar o trem sentido Luz. Demorei cerca de três horas para chegar até o Brás.
Tantas pessoas chorando, presas no metro, passando mal, quebrando vidros para conseguir sair... Nesse momento eu só me questionava onde estava a atuação dos políticos, que não se preocupam com o transporte publico no Brasil. A desordem e o sofrimento pararam São Paulo mais uma vez.

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